Madame Margarett, mulher de bom coração, me recebeu de braços abertos, ela sabia que eu não fazia a vida, que eu era pura e virgem. Me acolheu por piedade e revolta pela boa bisca de pai que eu tinha. A religião me condenou, o mundo me excomungou, mas Madame Margarett, excluida como todas as rameiras da cidade, cuidou muito bem de mim.
Madame Margarett tinha sido esposa de um ferrenho latifundiário, mas não suportando a submissão ao fazendeiro que lhe batia quase todos os dias, com a pretensão de torná-la escrava do lar, do sexo e da sociedade largou dele, preferindo exercer o ofício de cafetina.
D. Dirce apesar da posição privilegiada que mantinha, vivia nessa mesma situação. Seu Abílio possuia amantes e concubinas, inúmeras criadas que acabavam dormindo com ele para manter o emprego, no entanto não reagia, mas vivia sempre triste e cabisbaixa, humilhada pelas chacotas da população local.
As que aceitavam, por ser mulher achavam que os homens tinham todos os direitos e a sociedade exigia que elas fossem assim, reagir para elas era um insulto social e um ato pecaminoso.
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009
senhora capitulo 2
Meu pai embora sendo um homem muito rígido, não me fez desistir de lutar pelos meus objetivos, mas para isso tive que apanhar muito, tive que enfrentar vários preconceitos, o pior deles de levar a fama sem deitar na cama, pois pelo fato de ser uma mulher diferente, sonhadora e lutadora, mulher que não levava desaforo para casa, que não adimitia nenhum tipo de submissão passei a ser mal vista aos olhos das comadres da fazenda, que espalharam aos quatro ventos que eu havia me tornado rameira. E rameira meu amigo, naquela época era tratada pior do que lixo químico, ningúem passava por perto.
Um pai medieval como o meu, jamais aceitaria uma filha excomungada da sociedade, por isso também me excomungou de sua casa e de sua vida. Um dia cheguei da escola a noite e encontrei minhas roupas jogadas ao vento. Minha mãe chorava feito criança. Apanhei minhas humildes roupinhas, fiz uma trouxa e como já estava com o nome sujo na praça, juntei minhas economias e fui me hospedar na pensão de Clotilde, única na região. Clotilde porém não aceitou ao afirmar que lugar de mulher dama era n0o bordel. Sem outra opção, para não ficar na rua e ser estuprada por algum engraçadinho, pois apesar do falatório eu era moça direita, fiz o que a bruaca sugeriu
procurei por Madame Margarett, a dona e proprietária do bordel o bão do amor.
Um pai medieval como o meu, jamais aceitaria uma filha excomungada da sociedade, por isso também me excomungou de sua casa e de sua vida. Um dia cheguei da escola a noite e encontrei minhas roupas jogadas ao vento. Minha mãe chorava feito criança. Apanhei minhas humildes roupinhas, fiz uma trouxa e como já estava com o nome sujo na praça, juntei minhas economias e fui me hospedar na pensão de Clotilde, única na região. Clotilde porém não aceitou ao afirmar que lugar de mulher dama era n0o bordel. Sem outra opção, para não ficar na rua e ser estuprada por algum engraçadinho, pois apesar do falatório eu era moça direita, fiz o que a bruaca sugeriu
procurei por Madame Margarett, a dona e proprietária do bordel o bão do amor.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Confissão final capitulo 1

Estou muito velha, decrépita e cansada, sei que a morte aos poucos está se apoderando de mim, mas não há nada a temer, pois a morte é consequencia da vida. Eu que vivi intensamente, amei intensamente, não tenho motivos para temer a morte, pois ninguém viverá para sempre. Que pelo menos o néctar do amor, do meu amor permaneça nas gerações futuras e espalhe suas sementes sobre os homens.
Em 1943, cheguei ao Brasil com minha família. Fugia do Holocaústo, da insanidade de Hitler em exterminar tudo que considerava inferior, inclusive os judeus. Uma alemã perdida nas Minas Gerais, terra do ouro, do café, das grandes fazendas.
Um latifundiário da região que atendia pelo nome de Abílio de Sousa foi quem nos deu abrigo, comida e emprego. Era um homem rabujento e nada perdulário. Só nos acolheu porque havia muito trabalho na fazenda para ser executado.
Meu pai, senhor Anton, logo se juntou aos peões da fazenda para cuidar da boiada, minha mãe, dona Kristin ocupou-se com os afazeres domésticos. A mulher de Abílio, dona Dirse, ao perceber minha desenvoltura com a máquina de costurar tratou logo de me contratar como alfaiata oficial da casa grande. A eloquente suspirou nesse momento ao recordar a casa grande.
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