Madame Margarett, mulher de bom coração, me recebeu de braços abertos, ela sabia que eu não fazia a vida, que eu era pura e virgem. Me acolheu por piedade e revolta pela boa bisca de pai que eu tinha. A religião me condenou, o mundo me excomungou, mas Madame Margarett, excluida como todas as rameiras da cidade, cuidou muito bem de mim.
Madame Margarett tinha sido esposa de um ferrenho latifundiário, mas não suportando a submissão ao fazendeiro que lhe batia quase todos os dias, com a pretensão de torná-la escrava do lar, do sexo e da sociedade largou dele, preferindo exercer o ofício de cafetina.
D. Dirce apesar da posição privilegiada que mantinha, vivia nessa mesma situação. Seu Abílio possuia amantes e concubinas, inúmeras criadas que acabavam dormindo com ele para manter o emprego, no entanto não reagia, mas vivia sempre triste e cabisbaixa, humilhada pelas chacotas da população local.
As que aceitavam, por ser mulher achavam que os homens tinham todos os direitos e a sociedade exigia que elas fossem assim, reagir para elas era um insulto social e um ato pecaminoso.




















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