Eu sentei do lado e ele do outro da mesa do escritório. Um odor forte de suor nesse momento, se espalhou pelo ambiente, pois, parece que o homem havia caminhado muito. Do sertão até a cidade era um estirão.
Os cabelos lisos totalmente maltratados e em desalinho, lhe cobriram os olhos castanhos, o deixando mais lindo ainda. Ao desabafar sobre o que lhe ocorrera, percebi que era um sujeito com pouca instrução, pois tinha uma linguagem xucra.
De vez em quando, ele me olhava, mas por ser muito tímido, logo desviava o olhar, ficando cabisbaixo. Me contemplava de um jeito cálido, de um jeito cândido e eu embora absorvida totalmete na sua história, correspondia-no, sempre que me deparei com seu olhar assustado. Ao concluir seu depoimento e levantar para me dizer adeus, notei que era alto e forte, por causa do esforço enorme no trabalho do campo.
Anotei seu endereço e me despedi dele com um aperto de mão, nem o odor forte de suor, de cheiro de homem, impediu tamanha atração. Era a primeira vez que sentia desejo de amar um homem, quando meu primeiro casamento havia sido mais um negócio do que um matrimônio, perdi minha virgindade com um velho, que tinha idade para ser meu pai, a quem eu dedico eterna gratidão, mas desejo de mulher passei a sentir mesmo naquele momento.
O sol do amor começou a brilhar na minha vida ardentemente, suas chamas reacenderam, iluminaram meu mundo, a mulher que sempre fui, deixou de existir. Passou a chover na minha horta. Chuva de desejo e volúpia.




















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